O perigo dos esmaltes de unha: ninguém assume a responsabilidade - parte 2
Minha decepção com o programa de logística reversa do Boticário e com a resposta do Ibama. E mais: uma revisão sobre o potencial nocivo dos produtos à saúde e as mudanças que fiz após esta pesquisa.
No primeiro texto que publiquei sobre os esmaltes de unha, descrevi minha investigação sobre o seu potencial tóxico para o ambiente. Os fabricantes dos produtos não assumem a responsabilidade pelo destino dos resíduos gerados: as orientações aos consumidores são inexistentes ou vagas, e os raros programas de logística reversa, como o do O Boticário, informam que reciclam frascos vazios, embora as lojas recebam embalagens contendo produtos.
Quando questionei sobre o que acontece com os resíduos, o atendimento da empresa respondeu que “não tem a informação”, o que me leva a concluir que tudo vai parar no lixo comum – aparentemente, não adianta levar seu esmalte vencido para O Boticário descartar, porque o resultado será o mesmo.
O que diz o Ibama
Foram meses tentando conseguir uma orientação de diferentes órgãos oficiais quanto ao descarte correto dessas substâncias. A maioria deles me deixou sem resposta. Finalmente, recebi um posicionamento do Ibama que confirmou minhas suspeitas: sim, os resíduos são tóxicos e não devem ser descartados no lixo comum. Não, não existe legislação que obrigue os fabricantes a manter canais de logística reversa, tampouco orientações claras para a população sobre o descarte. É um empurra-empurra de uma instituição para a outra, um problema sem dono e, consequentemente, sem previsão de ser solucionado. Veja a resposta na íntegra:
A pergunta que não quer calar: se esmaltes são tóxicos para o ambiente, são seguros para a saúde humana? Como avaliar a composição?
Enquanto isso, preparando a próxima edição de variedades...
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