Fui convidada para escrever um livro e aceitei
Posso contar com a sua ajuda? Participe da pesquisa
Eu nunca havia cogitado escrever um livro, até receber um convite de uma editora. Se por um lado eu fiquei feliz, por outro, fiquei assustada. Embora a escrita seja a minha principal atividade hoje em dia, eu (ainda) não sou uma escritora de livros — e fazer algo novo é sempre um desafio. Também sei que não é fácil entrar nesse mercado, especialmente no Brasil. Conheço bons autores que não encontram espaço nas editoras para publicar suas obras. Esse convite é, portanto, um reconhecimento do meu trabalho.
Quando contei para uma amiga de infância que me senti desafiada pela proposta, ela argumentou que eu nunca tive medo de desafios, mas isso não é verdade. Cada vez que entro num avião, eu vou com muito medo. E vou mesmo assim, apesar do medo. Dizem que o nome disso é coragem.
Como eu adoro conhecer novos lugares, acabei desenvolvendo estratégias que me permitem enfrentar o voo, com foco no destino. Depois de uma crise de pânico sobrevoando o Atlântico, em 2015 eu procurei ajuda psicológica. Precisava fazer uma viagem a trabalho para a Austrália — logo ali! — mas tinha crises de ansiedade quando pesquisava as passagens.
Foram 5 sessões de terapia: a cada semana eu tinha uma tarefa para cumprir relacionada à tal viagem. Eram coisas simples, como preparar uma lista (escrita à mão) com possíveis passeios em Melbourne para as horas vagas, pesquisar animais que poderia conhecer lá (em vídeos engraçados no Youtube), rascunhar o relatório da visita que supostamente faria a uma fábrica (imaginando os aprendizados). Eu fiz tudo o que ela sugeriu. Com isso aprendi que, após um certo treino, é possível reprogramar meus pensamentos para desviar o foco do medo, criando novos atalhos mentais: sempre que a sensação ruim vier, pense nos pinguins.
No caso do livro, resolvi confrontar minhas incertezas com a realidade. Eu não sei se consigo executar um projeto como esse, mas sei que tem gente que gosta do que eu escrevo — a você que me lê, muito obrigada! A vontade de produzir um material inédito que seja proveitoso para alguém é maior do que o receio de não dar conta da missão. Por isso, aceitei o desafio.
Li esses dias que não se aprende a nadar lendo sobre a água. Pois bem, já comecei a rascunhar uns textos pensando nesse formato e tenho explorado novos caminhos enquanto estruturo os temas centrais. Mas como meu objetivo é publicar algo realmente útil, sei que tenho mais chances de acertar se você me ajudar no processo. Se deseja contribuir, por favor, clique no botão abaixo e participe da pesquisa:
Muito obrigada!





