Escandinávia: o que vi, comi e aprendi na Suécia
2/3 - Suécia: descobertas no supermercado e dicas para comer bem em viagem
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Na segunda edição da série de 3 posts sobre a Escandinávia, compartilho minhas descobertas gastronômicas na Suécia e mostro como é possível fazer boas escolhas em qualquer lugar, apesar das tentações e do preço. Eu não comi em restaurantes caros, mas pesquisei como os habitantes locais se alimentam e aproveitei para cozinhar refeições simples com os ingredientes que encontrei — assim mantenho minha rotina (e o meu peso) em viagem.
Em Estocolmo, entrei em muitos supermercados e consegui, discretamente, gravar um vídeo para que você também possa conhecer (confira ao final desta edição). Presenciei a tradição do FIKA: longas pausas para conversas nas confeitarias, acompanhadas por doces clássicos. Caminhei pelo ápice da sofisticação no mercado central, mas não comprei nada, e percebi o caldeirão de possibilidades que a capital oferece para todos os gostos.
Enquanto isso, no Instagram:
Esse tipo de pensamento é problemático, porque subestima o meu poder de escolha — em Estocolmo ou em casa, eu poderia viver de pizza, mas priorizo comida de verdade. Além disso, é uma tentativa de justificar que não existem boas opções em outras cidades, numa forma de vitimização, como se o Mc Donald’s fosse a única possibilidade. Todos nós vivemos cercados por ultraprocessados: uma mistura de carboidratos refinados com gorduras e aditivos. Eles são práticos, baratos e gostosos. Imaginar que haverá um lugar sem essas tentações é uma utopia.
O lugar perfeito para fazer boas escolhas não existe, porque ele não é um endereço, mas uma decisão. Se não agora, quando?


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Nesse país, assim como em seus vizinhos nórdicos, os preços são salgados e comer fora de casa é considerado um luxo. Para se ter uma ideia, um café da manhã simples em Estocolmo custa a partir de 150 SEK, cerca de R$ 85, e uma pequena salada para levar chega a 180 SEK (~R$ 102). Já os famosos pastries (massas doces ou salgadas, gigantes e deliciosas), custam menos de 45 SEK (~R$ 25), mas isso não é motivo para viver de farinha com açúcar.
Eu me surpreendi ao encontrar buffets na maioria dos supermercados, com comida por quilo, assim como no Brasil. Não é glamuroso, mas é um tipo de fast-food simples, que funciona: comida de verdade saudável, mais barata que um item de padaria.


Isso não quer dizer que nunca faço exceções, mas para haver exceção precisa existir uma regra, caso contrário, vira bagunça. E a minha regra é manter uma alimentação saudável na maior parte do tempo, assim as exceções ocupam o local que lhes cabe: são ocasionais, bem escolhidas e desfrutadas sem culpa, quando acho que valem a pena. Não me considero melhor do que ninguém porque desenvolvi esses hábitos, pelo contrário. Eu já fui a pessoa que comia descontroladamente quando mudava de ambiente, e sei que não é fácil mudar. É uma escolha que requer paciência e treino, mas vale a pena!


Vamos às compras? Vídeo no supermercado sueco
Nesses países não é muito fácil gravar em lugares públicos, porque a privacidade é muito valorizada e existe bastante restrição de uso de imagem. Eu arrisquei gravar discretamente numa manhã menos movimentada e fiquei feliz por não ter sido expulsa (acontece muito, até no Brasil). Acho que valeu a pena para contar algumas curiosidades, espero que gostem :)




