Escandinávia: o que aprendi com os dinamarqueses sobre felicidade e saúde mental
3/3 - Dinamarca: 6 hábitos inspiradores que você pode replicar em qualquer lugar
Tempo de leitura: 10 min (pegue um chá, ascenda uma vela e leia sem pressa). Tempo de escrita: uma viagem e vários meses elaborando aprendizados.
Esta é a terceira publicação da trilogia sobre a Escandinávia, completando a série que inclui a Noruega e a Suécia. Reservei a Dinamarca para o final, como aquele pedacinho de sobremesa que a gente guarda para degustar com calma.
Para começar, preciso avisar que minha percepção pode ser um tanto enviesada, porque eu já era completamente apaixonada pelo país antes de colocar os pés lá: pesquisei sobre a cultura local em livros e artigos, ouvi inúmeros podcasts, assisti a filmes, séries, documentários... Hiperfoco, será? Sendo assim, grandes eram as chances de me decepcionar, afinal, quanto maior a expectativa, maior o risco de frustração. Mas aconteceu o contrário. Eu fiquei tão encantada, que comecei a estudar dinamarquês! — e já estou planejando voltar.
Copenhague1 não é a cidade mais bonita que eu conheço, não concentra a maior diversidade de opções culturais e está longe de ter um clima amigável. As temperaturas médias ficam em torno de 10°C e chove em cerca de 180 dias por ano. O vento é cruel. O sol, uma visita eventual. Há quem considere a cidade monótona, quieta demais, lenta, previsível e até sem graça. Sem esquecer do custo (de tudo), que é bem salgado. Honestamente, acho que a maioria das pessoas que eu conheço não ficaria muito bem impressionada, assim como eu não teria ficado se tivesse feito essa viagem alguns anos atrás. Portanto, meu objetivo aqui não é dar dicas turísticas (mas se alguém tiver interesse, tenho uma coleção das melhores).
Vou compartilhar os hábitos da cultura dinamarquesa que me ajudaram a compreender os altos níveis de “felicidade” do país, embora me pareça que o termo mais adequado seja “contentamento”. Parte da explicação está relacionada com saúde mental, um assunto que particularmente me interessa e é levado a sério por lá. Alguns aspectos, observei na sutileza dos pequenos gestos. Outros são bastante óbvios, regendo o estilo de vida da população. Nem tudo é fácil de replicar, mas existem iniciativas simples — e grátis —, que podem inspirar boas práticas e melhorar a vida em qualquer lugar.




